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sexta-feira, 15 de março de 2013

Gestores de Ocara participam de Encontro promovido pelo TCM

O Tribunal de Contas do Estado do Ceará-TCM, em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) realizaram na tarde de ontem, quarta-feira (13), na sede do TCM-CE, em Fortaleza, o encontro ‘Tribunais de Contas e Desenvolvimento Local’.
 
O referido evento aconteceu de forma simultânea em todas as capitais e no distrito Federal, objetivando debater com prefeitos e presidentes de Câmara de Vereadores a aplicação da Lei Complementar 123/2006, que trata da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

Do município de Ocara, participam desse encontro à prefeita Vânia Clementino Lopes (PT) e o presidente do Legislativo, o então vereador José Elieudo da Silva (PMN).


FONTE: Prefeitura Municipal de Ocara
FOTO: Divulgação

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Novas regras - Contas municipais irão prescrever

Emenda à Constituição do Estado, aprovada no fim do ano passado, vai beneficiar a muitos gestores desonestos
Técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) preparam um anteprojeto de lei para ser encaminhada à Assembleia Legislativa adequando as normas daquela Corte de Contas à emenda constitucional que trata da prescrição, em cinco anos, dos processos relacionados a prestações de contas. A questão foi levantada na sessão do pleno, ontem, durante o julgamento de uma denúncia de supostas irregularidades na Sumov, no exercício de 1997.

No fim do ano passado a Assembleia Legislativa aprovou uma emenda constitucional, apresentada pelo deputado Tin Gomes, estabelecendo em cinco anos a prescrição dos processos referentes a contas. A emenda estabelece um prazo de 180 dias para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) se adequarem à nova realidade estabelecida na Constituição.

O presidente do TCM, Francisco Aguiar, informou que até o fim deste mês recebe um estudo técnico sobre as mudanças a serem feitas na Lei Orgânica do TCM e no Regimento Interno. A proposta será discutida e votada em plenário antes de ser encaminhada ao Legislativo. Como o estudo ainda está sendo elaborado Aguiar prefere não antecipar informações até porque quando a proposta for discutida em plenário pode sofrer alterações.

Questões
No entanto, faz questão de esclarecer que os cinco anos estabelecidos para prescrição não se refere a um tempo corrido e contado a partir do momento em que o processo é formado. O objetivo do estudo que está sendo feito diz respeito ao estabelecimento de prazos, ou seja, ao rito dos processos porque é preciso observar algumas questões como interrupção e suspensão.

O assunto foi levantado pelo conselheiro Hélio Parente ao pedir vistas de um processo relatado pelo conselheiro Pedro Ângelo. Trata-se de um pedido de reexame em um processo referente a uma denúncia feitas pelos vereadores de então, Heitor Férrer, Durval Ferraz, Almeida de Jesus, Patrícia Saboya e Luizianne Lins contra Pedro Wilton Clares, superintendente da Sumov e os integrantes da comissão de licitação do órgão, em função de supostas irregularidades, no exercício de 1997.

O voto do relator, Pedro Ângelo, apontava para a procedência da denúncia com aplicação de multa, débito e aplicação, em tese, de nota de improbidade administrativa para Pedro Wilton.

Hélio Parente pediu vistas justificando o seu posicionamento ao que determina a emenda constitucional que trata da prescrição de processos naquele Tribunal. Lembrou o sentido prático de uma decisão daquela natureza, a não ser em relação a aplicação da multa, porque o Ministério Público não podia, sequer, ajuizar uma ação de improbidade administrativa.

O conselheiro Pedro Ângelo informou, no plenário, que estava "louco" para aplicar a prescrição naquele processo, mas o mais complicado é a questão da interrupção e da suspensão.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Seminários - TCM define calendário de encontros no Interior do CE

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) realizará uma série de seminários para orientar os gestores sobre como deve ser aplicado os recursos públicos. A informação é do presidente da Corte, Francisco Aguiar. Segundo o conselheiro, passado o feriado de Carnaval haverá uma reunião para definir quais serão as primeiras cidades a serem visitadas pelo TCM. Além de passar orientações aos novos prefeitos, o órgão também quer conscientizar a população para que fiscalize a aplicação dos recursos.

De acordo com Francisco Aguiar, durante esses seminários será debatido também a ineficiência das prefeituras em cobrar tributos municipais, tais como IPTU, ITBI e ISS, o que contribui para que os municípios dependam ainda mais de repasses da União e do Estado. Matéria veiculada recentemente pelo Diário do Nordeste, mostra que os dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), revelam que a receita tributária nos municípios chega a 22%, enquanto as transferências correntes somam 66% e outras receitas totalizam 12%.

Ideal
Francisco Aguiar reconhece que há uma "deficiência grande" por parte das prefeituras na cobrança de tributos locais. "Tem melhorado a arrecadação, mas não é o ideal. Tem Município que arrecada apenas 2% (dos tributos) e temos sempre feito uma pressão muito grande", acrescenta Aguiar.

O presidente do TCM analisa que não há uma cultura, de boa parte da população do Interior, de pagar tributos, entendendo ser até mesmo uma falta de "costume". Em cidades maiores, como Sobral e Juazeiro do Norte, exemplifica, a cobrança de tributos é mais presente, mas em cidades menores essa política é falha. "Falta conscientização do povo no Interior que não tem costume de pagar imposto", pontua, afirmando que muitas vezes o cidadão só paga o tributo quando precisa vender um imóvel.

Além disso, destaca, algumas dificuldades enfrentadas pelos municípios se tornam mais um obstáculo na cobrança desses tributos, como é o caso da seca. "A tendência é melhorar (cobrança de impostos). Acho que esse é um momento mais difícil porque estamos passando por uma seca, talvez um indício de uma nova seca, mas o Tribunal tem sempre cobrado", pontuou.

A exigência também, garante, é para que os prefeitos fiquem atentos quanto à dívida ativa dos municípios. A dívida ativa compreende todo o não pagamento, por parte do contribuinte de impostos, taxas, contribuições de melhorias, inclusive multa de qualquer natureza.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Prefeituras - Prestação de contas deve ser enviada à CM

Termina quinta-feira o prazo para que os prefeitos encaminhem a documentação para a Câmara Municipal

Todos os prefeitos de municípios cearenses estão com uma obrigação a mais esta semana. Até a próxima quinta-feira (31), terão que encaminhar à Câmara Municipal a prestação anual das contas do município relativas ao exercício de 2012. Na Câmara, as contas devem permanecer por um período de 60 dias, à disposição do público, sendo encaminhadas pelo presidente do Legislativo para análise do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) até o dia 10 de abril.

Sempre que se inicia um mandato, é comum vários prefeitos novos informarem à imprensa irregularidades encontradas na administração anterior com o chamado desmonte da prefeitura. Este ano não foi diferente e há casos de denúncias em que até a documentação contábil da prefeitura não teria sido encontrada, o que coloca em dificuldade o novo gestor.

Parecer

No entanto, a obrigatoriedade da prestação de contas é do prefeito. Essa obrigação está expressa no artigo 42 da Constituição Estadual, que, no parágrafo 4º, diz o seguinte: "As contas anuais do Município, Poderes Executivo e Legislativo, serão apresentadas à Câmara Municipal até o dia 31 de janeiro do ano subsequente, ficando, durante sessenta dias, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhe a legitimidade, nos termos da lei e, decorrido este prazo, as contas serão, até o dia 10 de abril de cada ano, enviadas pela Presidência da Câmara Municipal ao Tribunal de Contas dos Municípios para que este emita o competente parecer".

Embora esta seja a norma, na prática, já ocorreram situações em que o prefeito não encontrou a documentação e, para se eximir da responsabilidade, comunicou o fato ao TCM. Também foram registradas situações em que o ex-gestor é quem faz a prestação de contas.

O secretário do TCM, Fernando Diogo, informou que o encaminhamento das contas do município ao Tribunal deve ser feito pelo presidente da câmara e, portanto, quando esse procedimento não é adotado, a cobrança é feita a ele. No caso de as contas não terem sido encaminhadas ao Legislativo, complementa, o TCM abre uma tomada de contas para obter a documentação junto à Prefeitura.

A obrigatoriedade dos novos prefeitos quanto às prestações de contas não se limita às contas de governo, mas também ao Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do último quadrimestre de 2012, o qual deve ser enviado até 45 dias após o encerramento do período ao qual se refere.

Como o Tribunal de Contas dos Municípios funciona como um órgão auxiliar ao Legislativo, não julga as contas de governo, mas analisa os dados apresentados e emite um parecer técnico que é encaminhado à Câmara Municipal, órgão competente para fazer o julgamento.

Balanço

A prestação de contas de governo é composta por várias peças, dentre elas, o balanço geral (orçamentário, financeiro, patrimonial e demonstrativo das variações patrimoniais) com os anexos auxiliares; cópias de leis e decretos de abertura de créditos adicionais e relatório do órgão central do sistema de controle interno do Poder Executivo.

Na análise das contas de governo as irregularidades mais comuns, constatadas pelos técnicos do TCM, dizem respeito à prestação de contas enviada incompleta ou fora do prazo; repasse de recursos à Câmara fora do limite; descumprimento dos limites estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal; ausência de cópias de leis e decretos autorizando a abertura de créditos adicionais; omissão de extratos bancários; não aplicação dos percentuais constitucionais em educação e saúde; ausência da relação de restos a pagar; não arrecadação de receitas próprias e; não repasse das contribuições previdenciárias, entre outras.


FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Desmonte - Prefeitos recorrem ao TCM

Alguns prefeitos cearenses já compareceram ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para reclamar da maneira como encontraram a situação dos municípios que terão de administrar até 2016. Foram relatados casos em que o gestor não tem condições de realizar uma despesa ou licitação, porque todos os arquivos do computador da Prefeitura foram deletados.

O conselheiro Francisco Aguiar, que assume a presidência do TCM na próxima sexta-feira, em sessão especial marcada para às 10 horas, com a presença do governador Cid Gomes, informou ontem ao Diário do Nordeste

que, mesmo antes de assumir, já foi procurado por prefeitos que estão sem saber o que fazer porque não tiveram acesso ao valor da dotação orçamentária para fazer uma licitação ou contratar um serviço de urgência, por exemplo.

Preferindo não citar nomes de gestores, o futuro presidente do Tribunal de Contas disse que um prefeito declarou que havia feito um contato com o contador da Prefeitura e este disse que sua obrigação era enviar a prestação de contas da gestão anterior até o dia 30 de janeiro próximo, e a entrega seria realizada ao TCM.

Apreensão
Segundo Francisco Aguiar, é com "tristeza" que observa situações dessa natureza. Na sua avaliação, o prefeito deve acionar a justiça com um pedido de busca e apreensão da documentação ou até mesmo prisão do ex-gestor ou do contador que estiver retendo os documentos da Prefeitura. O TCM foi a alguns municípios do Ceará, elaborou relatórios, mas não tem poder para decretar prisão, ressalta o conselheiro Francisco Aguiar, lembrando ainda que chegou a sugerir que a reclamação dos gestores fosse levada à Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap).

Apesar da situação como algumas prefeituras foram encontradas pelos prefeitos que assumiram no dia 1º deste mês, o presidente do TCM acredita que o trabalho de orientação que vem sendo feito pelo Tribunal de Contas e as exigências da Lei Ficha Limpa, que podem dificultar o futuro político de alguns gestores, começam a surtir efeitos.

Revelia

Segundo Francisco Aguiar, nos processos que julgou ontem na sessão da primeira câmara, a maioria das prestações de contas de 2010 e 2011 foram aprovadas. O conselheiro revela que, quando chegou ao TCM, em 2006, aproximadamente 30% dos processos que recebeu para relatar foram julgados à revelia, o que, segundo ele, hoje dificilmente ocorre, demonstrando uma maior preocupação dos gestores públicos com as prestações de contas.

No encerramento da sessão da primeira câmara, ontem, Francisco Aguiar apresentou suas despedidas dos demais integrantes daquela câmara e ressaltou as qualidades do corpo técnico da Casa. Para ele, "o Tribunal de Contas dos Municípios é uma escola de vida". O conselheiro ainda adiantou que na presidência quer dirigir o Tribunal compartilhando responsabilidades. As qualidades do novo presidente do TCM foram ressaltadas pelo Procurador de Contas Júlio César Rola Saraiva e pelos auditores Davis Santos Matos e Manassés Pedrosa.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Estado do Ceará - 150 municípios terão que ser transparentes

A Lei da Transparência determina que, neste ano, cidades com até 50 mil habitantes devem divulgar suas contas
Um total de 150 municípios cearenses tem os próximos quatro meses para viabilizar a publicação de informações contábeis sobre a administração pública, em detalhes e em tempo real, pela internet. A Lei da Transparência, aprovada em 2009, concedeu um prazo de quatro anos para que todas as cidades com até 50 mil habitantes ficassem obrigadas a divulgar os dados. O problema é que mesmo os municípios maiores, que já deveriam estar cumprindo a lei, não têm conseguido disponibilizar receitas e despesas em linguagem de fácil compreensão e com rapidez.

Criada para permitir que a população acompanhe e controle as ações dos gestores públicos, a Lei Complementar 131, conhecida como Lei da Transparência, tem sua efetivação prevista para ser concluída neste ano. Apesar dos avanços indicados por órgãos de controle e mesmo por gestores sobre a divulgação dos dados, a população ainda tem dificuldade no acesso. Isso porque, além de nem todas as cidades disponibilizarem uma página específica, os portais muitas vezes não trazem informações atualizadas nem planilhas de fácil compreensão.

O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Manoel Veras, afirma que, com o fim dos prazos, não há justificativa para que os municípios deixem de cumprir a Lei da Transparência. Ele afirma que a Corte não tem como assegurar o cumprimento da legislação, mas lembra que é papel dela, assim como do Ministério Público e da população, cobrar que os gestores divulguem as contas na internet.

Atraso

Ele afirma que, de uma maneira geral, o principal problema dos portais dos municípios se refere ao atraso na publicação dos dados. "Agora a falta de divulgação é uma coisa complicada de analisar porque teríamos que estar todos os dias verificando. Não há como acompanhar todos os municípios em tempo real", declara. Manoel Veras lembra que o TCM já disponibilizou aos municípios um modelo de portal da transparência. "Não há obrigação de utilizar o modelo do Tribunal, mas fizemos a nossa parte de dar as ferramentas", diz.

A maior parcela dos municípios cearenses está na faixa que fica obrigada, a partir de maio, a divulgar receitas e despesas na internet. O Estado está disponibilizando modelo do portal e cursos de capacitação voltados para as áreas de tecnologia da informação e manuseio das informações públicas. "O Governo sabe que é exatamente nessa faixa que se tem a maior dificuldade até porque eles sequer têm estrutura de informática adequada e de pessoal qualificado", afirma o controlador-geral, João Melo.

Segundo aponta, a maior dificuldade dos municípios pequenos para ampliar a transparência é a falta de quadros adequados para operacionalizar o processo de divulgação dos dados. Ele admite ainda que a divulgação pelas prefeituras do Interior não deve ocorrer de forma automática. "Mas o ajustamento para cumprir a lei não pode ultrapassar datas limites porque coloca gestor em situação desconfortável, sujeito a penalidades".

Em maio do ano passado, entrou em vigor a Lei Geral de Acesso à Informação, que obriga todos os órgãos públicos, seja de esfera municipal, estadual ou federal, a divulgar informações solicitadas pelo cidadão em um prazo fixado. Mesmo os municípios menores já têm que cumprir essa norma. Para o controlador João Melo, a implantação do portal é indispensável para que as prefeituras exerçam o controle interno preventivo e implantem ouvidorias, objetivando atender à Lei Geral de Acesso.

Gestores são punidos por descumprir lei
No Estado do Ceará alguns gestores municipais deixaram de cumprir as exigências da Lei da Transparência e foram multados pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Na sessão da segunda câmara, ontem, uma Tomada de Contas Especial (TCE), realizada em 2012 na prefeitura de Tianguá, foi julgada procedente e à ex-prefeita Natália Félix Frota foi imputada uma multa no valor de R$ 1.064,10. Embora o valor seja baixo, como se trata de tomada de contas, várias multas dessa natureza podem ser aplicada no mesmo exercício.

Vários gestores de outros municípios sofreram o mesmo tipo de punição por não publicar, em meio eletrônico, o Relatório de Gestão Fiscal (RGF). Os processos foram procedentes das câmaras municipais de Uruoca, São João do Jaguaribe, Granjeiro, Guaramiranga, Pentecoste e Ocara, além das prefeituras de Uruoca, Granjeiro e Mombaça, entre outras. Em Uruoca, Manoel Fernandes Moreira Filho foi multado duas vezes. Os municípios menores são beneficiados pelo redutor populacional, com multa reduzida à metade.

Contas
A exigência da publicação está contida na Lei de Responsabilidade Fiscal, que, no seu artigo 48, estabelece: são instrumentos de transparência da gestão fiscal a serem divulgados amplamente, inclusive nos meio eletrônicos: "os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos".

O parágrafo único deste artigo diz ainda que "a transparência será assegurada também mediante incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e de discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos".

A transparência das contas públicas ganhou ênfase em 2009 com a Lei Complementar nº 131, de 27 de maio. Essa lei ficou conhecida como Lei da Transparência, sendo válida para todo o País. Conforme os prazos estabelecidos, União, estados e municípios com mais de cem mil habitantes teriam um ano para se adequar à Lei.

No caso dos municípios com a população entre 50 mil e 100 mil habitantes, o prazo para a publicação obrigatória dos dados seria de dois anos e, para os municípios, com até 50 mil habitantes, o prazo é de quatro anos.

Para os gestores, é importante o cumprimento dessa lei não apenas pelas multas e consequências eleitorais que a irregularidade pode gerar, mas para que as transferências voluntárias feitas pelo Governo Federal não sejam prejudicadas.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Novas gestões - TCM reúne Cid e prefeitos eleitos para orientações

Para apresentar orientações sobre início de gestão em Prefeituras do interior, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) reúne, às 9h de hoje, todos os prefeitos eleitos e reeleitos do Estado do Ceará. Na ocasião, será distribuída uma cartilha com diretrizes sobre o tema, incluindo informações sobre prestação de contas, projetos, firmação de convênios e Legislação. O governador Cid Gomes (PSB) confirmou presença no evento.

O presidente do TCM, Manoel Veras, ressalta que a ação tem caráter “preventivo”, com a divulgação das penalidades para casos de improbidade administrativa. A transição entre gestões, ponto que recebe atenção especial pelo Tribunal, deverá também entrar em pauta.

“A gente já apresentou uma cartilha sobre as obrigações dos atuais prefeitos para a transição de gestões, e agora vamos dar informações iniciais para os prefeitos eleitos. Eles devem saber, por exemplo, que informações cobrar do antigo gestor”, explica.

De acordo com Veras, a reunião também busca orientar os prefeitos sobre a nova situação de receita dos municípios do interior, prejudicada após recentes cortes no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “O interior vive uma situação complicada. Temos problemas estruturais e quedas de receitas, e esses Prefeitos tem que se adaptar com essa nova realidade”, afirma.

Casos de desmonte em Prefeituras do interior tem sido uma preocupação do TCM nos últimos meses. Segundo Manoel Veras, já existem ao menos 25 municípios com denúncias da ação. Desse total, seis já possuem relatórios feitos pelo TCM, e outros cinco deverão ter relatorias apresentadas hoje.

O governador Cid Gomes irá acompanhar o encontro de hoje. Ele busca convidar os prefeitos eleitos e reeleitos para reunião com a cúpula do governo do Estado, agendada para amanhã, no Centro de Eventos.


FONTE: O POVO

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Fiscalização - TCM e MP formam comissão antidesmonte

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Ministério Público do Estado (MPE) deram mais um passo na consolidação da força-tarefa que pretende evitar casos de desmonte nas prefeituras Ceará afora.

Até sexta-feira, será formada a comissão que, semanalmente, se reunirá para avaliar as denúncias que chegam aos promotores no Interior. Aos locais onde houver indícios do crime, serão enviadas equipes para verificar a veracidade das acusações. A proposta é que o trabalho já comece na próxima semana.

Segundo o presidente do TCM, Manoel Veras, e também de acordo com o procurador de Justiça Maurício Carneiro, ainda não há denúncias sobre desmonte. "A eleição foi há uma semana, ainda é recente. Ouvimos relatos, mas nada ainda formalizado", explicou Veras.

Segundo ele, os dois órgãos estão preparando levantamento dos municípios cujos prefeitos não foram reeleitos ou não conseguiram fazer o sucessor. Nesses lugares, o risco de danos ao patrimônio, desrespeito à Lei de Responsabilidade e não pagamento de despesas costuma ser mais comum.

Outra estratégia do MP é a criação de canal direto de denúncias pelo site www.mp.ce.gov.br, aberto à população, que deverá estar disponível até o fim da semana. (Hébely Rebouças)


FONTE: O POVO